Pessoas com dupla personalidade, existem mesmo?

Realmente exitem pessoas com dupla personalidade?

O Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), anteriormente conhecido como Transtorno de Personalidade Múltipla, é um transtorno dissociativo (desconexão temporária da pessoa com a realidade) descrito no DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 5ª edição) como condição em que uma pessoa experimenta dois ou mais estados de personalidade distintos, frequentemente acompanhados por amnésia em relação a eventos importantes e traumáticos.

Muitas vezes, o desenvolvimento do TDI está associado a experiências traumáticas na infância, como abuso físico, sexual ou emocional.

Ou seja, essa dissociação acontece como uma “fuga” a um evento traumático. Muito a grosso modo, podemos pensar em uma pessoa que passou por um “acontecimento” como os citados acima e, para lidar com aquilo, é como se ela fragmentasse a própria personalidade - sem ter consciência disso - resultando em uma nova personalidade que nunca tenha passado por aquilo, ou com algum mecanismo para melhor enfrentamento o acontecimento.

Os indivíduos frequentemente experimentam amnésia dissociativa, o que significa incapacidade de recordar eventos diários, informações pessoais importantes e/ou eventos estressantes, todos os quais tipicamente não seriam normalmente perdidos com o esquecimento normal.

Durante os diferentes estados de personalidade, pode haver mudanças marcantes no comportamento, na fisiologia (como padrões de voz ou expressões faciais) e nas preferências pessoais.

Apesar do senso comum, o conceito conhecido "dupla personalidade" pouco tem a ver com o transtorno de fato. É importante destacar que o TDI é uma condição que requer diagnóstico por profissionais qualificados. O tratamento geralmente envolve a terapia, por vezes sendo necessária a terapia medicamentosa.